terça-feira, 30 de junho de 2009

COMENTÁRIOS SEMANAIS 09 – FUNDAMENTOS DA TEOLOGIA PENTECOSTAL

PARACLETOLOGIA
O FRUTO DO ESPÍRITO


Prezados jovens e diletos leitores,

Dando prosseguimento ao nosso estudo, queremos, mais uma vez, contribuir com os nossos comentários, sobre os Fundamentos da Teologia Pentecostal. Desta feita, falando sobre PARACLETOLOGIA.
Na semana passada tratamos sobre “OS DONS DO ESPÍRITO SANTO”, hoje falaremos sobre o SEU FRUTO, e veremos a importância de produzirmos esse fruto em nossas vidas, para que venhamos forjar o caráter de Cristo em nós a cada dia.
Por fim, seguimos com o mesmo desejo de que o Senhor JESUS vos abençoe e vos faça buscar com zelo os dons do nosso amado ESPÍRITO SANTO DE DEUS.


Angélica Suassuna



COMENTÁRIO 09 -O FRUTO DO ESPÍRITO

Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama "o fruto do Espírito". Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus (ver Rm 8.5-14 nota; 8.14 nota; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9). O fruto do Espírito inclui:

a) ÁGAPE – AMOR

Caridade" (gr. ágape), i.e., o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (1 Co 13.4-8 O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará)
O amor é o solo onde são cultivadas todas as demais virtudes espirituais.
O amor é a prova da espiritualidade e tem inicio na regeneração (1 Jo 4.7-8). Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.
O amor consiste em querer para os outros aquilo que queremos par nos mesmos. É a dedicação ao próximo. Mateus 7:12 Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.

b) CHARA – ALEGRIA

Trata-se da felicidade do Espírito, qualidade de vida que é graciosa e bondosa caracterizada pela boa vontade, generosa nas dádivas aos outros, por causa de uma correta relação com Deus.
Deus não aprecia a duvida e o desânimo. Também o abomina a doutrina ousada, o pensamento melancólico e tristonho. Deus gosta de corações animados. (2Co 6.10 "entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo.)
A alegria cristã, entretanto não é uma emoção artificial. Antes é uma ação do Espírito de Deus no espírito humano é a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo 1 Pe 1.8 Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória,

c) EIRENE – PAZ

A queda do homem no pecado destruí a paz, a paz com Deus, com os outros, com o próprio ser e com a própria consciência.
Foi através da instrumentalidade da cruz que Deus estabeleceu a paz. Portanto, a paz envolve muito mais do que uma tranqüilidade intima, que prevalece a respeito das tempestades externas. Antes, trata-se de uma qualidade espiritual de origem cósmica e pessoal produzida pela reconciliação e pelo perdão dos pecados.
A paz é o contrario do ódio, da contenda, da inveja dos excessos de tudo o que são obras da carne.
Paz é a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Fp 4.7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.

d) MAKROTHUMIA – LONGANIMIDADE

Quando é uma qualidade atribuída a Deus, significa que ele tolera pacientemente todas as iniquidades do homem, não deixando arrebatar por explosões de ira.
A longanimidade é a paciência que nos permite subjugar a ira e o sendo de contenda, tolerando as injúrias.
Longanimidade é a perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.1,2 Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor).

e) CHRESTOTES – BENIGNIDADE

Significa gentileza, bondade. Esse termo grego significa também excelência de caráter, honestidade. O crente que a possui esse é gracioso e gentil para com seu semelhante não se mostrando ser inflexível e exigente.
Ser Benigno é não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32 Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou).

f) AGATHOSUNE – BONDADE

Uma pessoa bondosa quando se dispõe a ajudar aqueles que tem necessidade.
Podemos observar a vida terrena inteira de Jesus de Nazaré, vivida em meio a atos de bondade para com os outros. Ora, para que o crente se mostre supremamente bondoso, precisa contar com auxílio do Espírito Santo.
Bondade é a expressão máxima do amor cristão. No grego, Agathosune refere-se ao homem bom, cuja generosidade brota do coração. Ela é a verdadeira prática do bem. É o amor em ação (Gl 6.10 Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé).

g) PISTIS – FÉ

Significa tanto confiança como fidelidade. A fé de parceria com o arrependimento, forma a conversão. A entrega da alma, as mãos de Cristo alicerçado sobre o conhecimento espiritual.
A fé vitalizada pelo amor, pois do contrário, não será a verdadeira fé sob hipótese alguma.
Fé é lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade

h) PRAUTES – MANSIDÃO

Para Aristóteles, essa característica era um vicio de deficiência, e não uma virtude. Aristóteles encarava tal realidade, como uma auto-depreciação.
Na verdade mansidão trata-se de uma submissão do homem para com Deus e, em seguida para com o homem. A mansidão é o resultado da verdadeira humildade por causa do reconhecimento alheio, com a recusa de nos considerarmos superiores.
Mansidão é moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (Jesus em Mt 11.23 repreende duramente Carfanaum "Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje "e no v. 29 diz que devemos ser mansos como ele Mt 11.29 2Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.

i) EGKRATEIA - TEMPERANÇA - DOMÍNIO PRÓPRIO

Temperança é o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5).
Na passagem de 1 Co 7.9 essa palavra é usada em relação ao controle do impulso sexual (Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado.
. Mas em 1 Co 9.25 refere-se a toda forma de autodisciplina ( Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível.Parece que Paulo se utiliza dessa palavra, neste contesto, dando a entender aquele autocontrole que obtém sobre os vícios alistados em Gl 5.19-21.
Os filósofos estóicos percebiam claramente a verdade expressa por essa virtude de domínio próprio. Eles procuravam fazer com que a razão dominasse a vida inteira, controlando as paixões e firmando a lama.
O ensino final de Paulo sobre o fruto do Espírito é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo os princípios aqui descritos.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

COMENTÁRIOS SEMANAIS 08 – FUNDAMENTOS DA TEOLOGIA PENTECOSTAL

OS DONS ESPIRITUAIS

Prezados jovens e diletos leitores,

Dando prosseguimento ao nosso estudo, queremos, mais uma vez, contribuir com os nossos comentários, sobre os Fundamentos da Teologia Pentecostal. Desta feita, falando sobre PARACLETOLOGIA.
Na semana passada tratamos sobre “O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO”, hoje falaremos sobre os SEUS DONS, e veremos a grande necessidade de buscar esses preciosos dons, para edificação do corpo de Cristo.
Por fim, seguimos com o mesmo desejo de que o Senhor JESUS vos abençoe e vos faça buscar com zelo os dons do nosso amado ESPÍRITO SANTO DE DEUS.


Angélica Suassuna



COMENTÁRIO 08 -OS DONS ESPIRITUAIS

Uma das maneiras do Espírito Santo manifestar-se é através de uma variedade de dons espirituais concedidos aos crentes (12.7-11). Essas manifestações do Espírito visam à edificação e à santificação da igreja (12.7; ver 14.26 nota). Esses dons e ministérios não são os mesmos de Rm 12.6-8 e Ef 4.11, mediante os quais o crente recebe poder e capacidade para servir na igreja de modo mais permanente. A lista em 12.8-10 não é completa. Os dons aí tratados podem operar em conjunto, de diferentes maneiras.
As manifestações do Espírito dão-se de acordo com a vontade do Espírito (12.11), ao surgir a necessidade, e também conforme o anelo do crente na busca dos dons (12.31; 14.1)
Certos dons podem operar num crente de modo regular, e um crente pode receber mais de um dom para atendimento de necessidades específicas. O crente deve desejar "dons", e não apenas um dom (12.31; 14.1).
É antibíblico e insensato se pensar que quem tem um dom de operação exteriorizada (mais visível) é mais espiritual do que quem tem dons de operação mais interiorizada, i.e., menos visível. Também, quando uma pessoa possui um dom espiritual, isso não significa que Deus aprova tudo quanto ela faz ou ensina. Não se deve confundir dons do Espírito, com o fruto do Espírito, o qual se relaciona mais diretamente com o caráter e a santificação do crente (Gl 5.22,23).
Satanás pode imitar a manifestação dos dons do Espírito, ou falsos crentes disfarçados como servos de Cristo podem fazer o mesmo (Mt 7.21-23; 24.11, 24; 2Co 11.13-15; 2Ts 2.8-10). O crente não deve dar crédito a qualquer manifestação espiritual, mas deve "provar se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo" (1Jo 4.1; cf. 1Ts 5.20,21; ver o estudo

8.1 RELAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS

Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
Em 1Co 12.8-10, o apóstolo Paulo apresenta uma diversidade de dons que o Espírito Santo concede aos crentes. Nesta passagem, ele não descreve as características desses dons, mas noutros trechos das Escrituras temos ensino sobre os mesmos.

8.1.1 DONS DE REVELAÇÃO

a) Dom da Palavra da Sabedoria (12.8)

Trata-se de uma mensagem vocal sábia, enunciada mediante a operação sobrenatural do Espírito Santo. Tal mensagem aplica a revelação da Palavra de Deus ou a sabedoria do Espírito Santo a uma situação ou problema específico
Ex.: At 6.10 Não podiam resistir a sabedoria com que Estevão falava;
Não se trata aqui da sabedoria comum de Deus, para o viver diário, que se obtém pelo diligente estudo e meditação nas coisas de Deus e na sua Palavra, e pela oração (Tg 1.5,6).

b) Dom da Palavra do Conhecimento (12.8)

Trata-se de uma mensagem vocal, inspirada pelo Espírito Santo, revelando conhecimento a respeito de pessoas, de circunstâncias, ou de verdades bíblicas. Freqüentemente, este dom tem estreito relacionamento com o de profecia
Ex.: (At 5.1-10) Pedro obteve o conhecimento do que Ananias e Safira haviam feito

c) Dom de Discernimento de Espíritos (12.10)

Trata-se de uma dotação especial dada pelo Espírito, para o portador do dom discernir e julgar corretamente as profecias e distinguir se uma mensagem provém do Espírito Santo ou não (1Jo 4.1 Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.).

8.1.2 DONS DE PODER

a) Dom da Fé (12.9)

Não se trata da fé para salvação, mas de uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. É a fé que remove montanhas (Mc 11.22-24) e que freqüentemente opera em conjunto com outras manifestações do Espírito, tais como as curas e os milagres.

b) Dons de Curas (12.9)

Esses dons são concedidos à igreja para a restauração da saúde física, por meios divinos e sobrenaturais
Ex.: At 3.6-8 A cura de um coxo na porta do templo.
O plural ("dons") indica curas de diferentes enfermidades e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de Deus. Os dons de curas não são concedidos a todos os membros do corpo de Cristo (cf. 12.11,30 "11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer"; 30"Têm todos o dom de curar? Falam todos diversas línguas? Interpretam todos?"), todavia, todos eles podem orar pelos enfermos. Havendo fé, os enfermos serão curados
Pode também haver cura em obediência ao ensino bíblico de Tg 5.14-16 (ver Tg 5.15 notas).

c) Dom de Operação de Milagres (12.10)

Trata-se de atos sobrenaturais de poder, que intervêm nas leis da natureza. Incluem atos divinos em que se manifesta o reino de Deus contra Satanás e os espíritos malignos
Ex.: Mt 8.26,27 E ele disse-lhes: Por que temeis, homens de pequena fé? Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança. E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?

8.1.3 DONS DE INSPIRAÇÃO

a) Dom de Profecia (12.10)

É preciso distinguir a profecia aqui mencionada, como manifestação momentânea do Espírito da profecia como dom ministerial na igreja, mencionado em Ef 4.11. Como dom de ministério, a profecia é concedida a apenas alguns crentes, os quais servem na igreja como ministros profetas. Como manifestação do Espírito, a profecia está potencialmente disponível a todo cristão cheio dEle (At 2.16-18). Quanto à profecia, como manifestação do Espírito, observe o seguinte:
Trata-se de um dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de Deus, sob o impulso do Espírito Santo (14.24,25, 29-31)
Tanto no AT, como no N.T., profetizar não é primariamente predizer o futuro, mas proclamar a vontade de Deus e exortar e levar o seu povo à retidão, à fidelidade e à paciência. A mensagem profética pode desmascarar a condição do coração de uma pessoa (1 Co 14.25 tornam-se-lhe manifestos os segredos do coração, e, assim, prostrando-se com a face em terra, adorará a Deus, testemunhando que Deus está, de fato, no meio de vós), ou prover edificação, exortação, consolo, advertência e julgamento (1 Co 14.3 Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando
A igreja não deve ter como infalível toda profecia deste tipo, porque muitos falsos profetas estarão na igreja (1Jo 4.1). Daí, toda profecia deve ser julgada quanto à sua autenticidade e conteúdo (1Ts 5.20,21 Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom). Ela deverá enquadrar-se na Palavra de Deus (1Jo 4.1), contribuir para a santidade de vida dos ouvintes e ser transmitida por alguém que de fato vive submisso e obediente a Cristo (12.3).
O dom de profecia manifesta-se segundo a vontade de Deus e não a do homem. Não há no N.T. um só texto mostrando que a igreja de então buscava revelação ou orientação através dos profetas. A mensagem profética ocorria na igreja somente quando Deus tomava o profeta para isso.

b) Dom de Variedades de Línguas (12.10)

No tocante às "línguas" (gr. glossa, que significa língua) como manifestação sobrenatural do Espírito, notemos os seguintes fatos:
Essas línguas podem ser humanas como as que os discípulos falaram no dia de Pentecostes (At 2.4-6), ou uma língua desconhecida na terra, entendida somente por Deus (1 Co 14.2 Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios).
A língua falada através deste dom não é aprendida, e quase sempre não é entendida, tanto por quem fala como pelos ouvintes (1 Co 14.14,16 Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera. 16 E, se tu bendisseres apenas em espírito, como dirá o indouto o amém depois da tua ação de graças? Visto que não entende o que dizes;)
O falar noutras línguas como dom abrange o espírito do homem e o Espírito de Deus, que entrando em mútua comunhão, faculta ao crente a comunicação direta com Deus (i.e., na oração, no louvor, no bendizer, na ação de graças e na oração),
Línguas estranhas faladas no culto devem ser seguidas de sua interpretação, também pelo Espírito, para que a congregação conheça o conteúdo e o significado da mensagem (1 Co 14., 27,28. No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois ou quando muito três, e isto sucessivamente, e haja quem interprete. Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus.) Deve haver ordem quanto ao falar em línguas em voz alta durante o culto. Quem fala em línguas pelo Espírito, nunca fica em "êxtase" ou "fora de controle".

c) Dom de Interpretação de Línguas (12.10)

Trata-se da capacidade concedida pelo Espírito Santo, para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. Tal mensagem interpretada para a igreja reunida, pode conter ensino sobre a adoração e a oração, ou pode ser uma profecia. Toda a congregação pode assim desfrutar dessa revelação vinda do Espírito Santo. A interpretação de uma mensagem em línguas pode ser um meio de edificação da congregação inteira, pois toda ela recebe a mensagem. A interpretação pode vir através de quem deu a mensagem em línguas, ou de outra pessoa. Quem fala em línguas deve orar para que possa interpretá-las (1 Co 14.13 Pelo que, o que fala em outra língua deve orar para que a possa interpretar)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

PLANO DE LEITURA DA BÍBLIA EM UM ANO (continuação)

A graça e a paz do nosso Senhor Jesus Cristo.

Queridos jovens e leitores, esta semana estamos dando continuidade aos comentários do plano de leitura da Bíblia. Lembramos que já estamos na nossa 8ª semana de leitura, por isso não deixe acumular os textos. Esperamos que vocês estejam acompanhando a leitura da Bíblia e extraindo os ensinamentos proveitosos e maravilhosos da Palavra de Deus.
Quanto a Maratona Bíblia que aconteceria a semana que vem, gostaríamos de avisar que resolvemos adia-la para o último sábado do próximo mês.
Também gostaria de lembrar que no próximo sábado teremos a nossa reunião mensal.


Deus vos abençoe, Mariozan Manoel.



LIVRO DOS SALMOS (CONTINUAÇÃO)

LEITURA DA 8ª SEMANA – DE 22 A 28 DE JUNHO DE 2009.

LEITURA DO DIA 22

Salmo 81- Se o Povo Escutasse!

1-3 Chamada ao louvor, especificamente olhando para a Páscoa (festa comemorada nalua cheia).
4-7 Esta festa tem sua base na ordem de Deus, dada quando ele livrou o povo da escravidão no Egito (Êxodo 11-17). quando o povo falou, mesmo reclamando contra Deus, ele ouviu e atendeu os seus pedidos.
8-11 Mas quando Deus falou, o povo não escutou.
12-16 Quando o povo insistiu em andar na rebeldia, Deus o deixou. Por esse motivo, Israelsofria e não recebia o apoio que Deus queria lhe dar. Se o povo fosse obediente, Deus o abençoaria para sempre.


Salmo 82- O Deus Justo Julga os Juízes

1 _ Deus estabelece o seu julgamento no meio dos juízes. A palavra hebraica “elohim” é traduzida freqüentemente “Deus” ou “deuses”. A mesma palavra, porém, é usada, às vezes, para identificar criaturas que o serviam ou o representavam, como “juízes” (veja Êxodo 21:6; 22:8,9). Parece ser o significado neste Salmo. Compare esta mensagem com o Salmo 58.
2-4 _Ele repreende os juízes por sua injustiça. Era dever deles proteger as vítimas inocentes e castigar os malfeitores. Esses faziam ao contrário. Vários dos profetas condenavam os líderes corruptos de Israel e Judá, repetindo mensagens como essa (veja Isaías 1:23; Jeremias 5:28).
5 _Os juízes que não governavam com retidão se mostraram instáveis, ao invés de promoverem a estabilidade do povo (veja Provérbios 29:4).
6-7 _Mesmo sendo homens escolhidos para representar o justo Juiz, eram apenas mortais. Jesus citou o versículo 6 para mostrar a injustiça dos judeus que queriam apedrejá-lo (João 10:34).
8 _O Salmista termina com um pedido a Deus, o verdadeiro Juiz das nações.


Salmo 83 Pedido de Proteção contra os Inimigos de Israel

1-8 _ Asafe pede para Deus proteger Israel contra os seus inimigos, citando vários povos vizinhos que queriam destruir os israelitas.
9-12 _Ele cita várias vitórias que Deus deu aos israelitas no passado e pede que ele derrube, da mesma maneira, esses inimigos. Veja Juízes 7 e 8 (Midiã e os povos do Oriente com seus líderes, Orebe, Zeebe, Zeba e Zalmuna), Juízes 4 (Sísera e Jabim).
13-18 _Ele pede a justiça divina contra esses inimigos, para que possam reconhecer a onipotência de Deus (veja Salmo 68:1-2; Daniel 4:32).


Salmo 84- A Felicidade da Comunhão com Deus

1-3 _ O autor deseja estar na presença de Deus, o único lugar onde encontra repouso para sua alma.
4-7 _Feliz o homem que goza a comunhão com Deus. No Senhor ele acha força, direção, sustento e bênçãos.
8-11 _Nestes versículos, o salmista faz um pedido particular, expressando o seu próprio desejo de estar na presença de Deus no santuário. Alguns comentaristas acreditam que este Salmo refira-se ao período em que Davi (o ungido do versículo 9?) se afastou de Jerusalém devido à perseguição por Absalão.
12 _Feliz o homem que confia no Senhor dos Exércitos.


Salmo 85 - O Povo Pede Perdão e Misericórdia

Este Salmo fala da restauração do povo depois de sofrer castigo divino por sua iniqüidade. Pode ser que se refira ao povo que voltou a Judá depois do cativeiro na Babilônia (neste casto, combinaria bem com as mensagens de Ageu e Malaquias), ou pode ter um outro contexto histórico. Independente da situação específica, ele mostra a misericórdia de Deus para com seu povo perdoado.

1-3 _Deus havia restaurado o seu povo, talvez depois de cativeiro em outra terra.
4-7 _O povo pede, agora, o perdão divino para voltar às bênçãos da comunhão com o Senhor.
8-13_ Para aqueles que temem a Deus e andam nos caminhos da justiça, ele promete paz, salvação, glória, graça, verdade e justiça e prosperidade.


Salmo 86- Súplica de um Servo Fiel

1-7 _ Na sua aflição, Davi implora a Deus. Ele se apresenta como um servo fiel, mas aflito, que confia no Senhor para ouvir e responder à sua oração 8-10 Mas a base de sua confiança não é a sua própria justiça. Ele louva ao único Deus como o supremo Criador que domina as nações.
11-13 _ Ele promete aprender e seguir o caminho do Deus que o libertou.
14-17 _Ele pede que Deus o salve dos inimigos que queriam tirar a sua vida.


Salmo 87- Deus e as Nações em Sião

Este Salmo continua o tema introduzido em 86:9. As nações, criadas por Deus, participam do louvor a Deus no santo monte.
1-3 A glória de monte Sião, a cidade de Deus.
4-6 A cidade de Deus não é apenas dos judeus. É a fonte de vida para outros povos,também estabelecidos pelo Senhor.
7 Deus é louvado com cânticos de alegria.


LEITURA DO DIA 23

Salmo 88 - Um Homem Aflito Pede Alívio

1-2 O autor do Salmo pede que Deus ouça o seu pedido.
3-9 Ele descreve a sua situação de angústia, resultado de castigo divino. Sente-se quase morto (4-6), abatido (7), rejeitado (8), desesperado (8-9).
9-12 Ele pede a salvação divina, dizendo que não teria como servir e louvar a Deus se morresse. Como muitas grandes orações, o principal motivo para a salvação do homem é a glorificação de Deus.
13-18 Ele continua orando, pedindo livramento de sua angústia. Diferente da maioria das súplicas no livro de Salmos, este não relata a resposta de Deus. É uma petição sem resposta imediata.


Salmo 89- Deus Esqueceu de Sua Promessa a Davi?

Pelo conteúdo deste Salmo, parece provável que venha da época do reino dividido ou até do período do cativeiro, de um momento na história que a linhagem de Davi se encontrou numa situação precária.

1-18 _A primeira parte do Salmo consiste em uma canção de louvor, expressando confiança total no Senhor. O autor destaca várias qualidades de Deus, como a misericórdia (1), a benignidade (2), o poder (7-13,17), a justiça (14) a graça (14), a verdade (14), a glória (17). Sete vezes neste Salmo, ele usa a palavra “fidelidade” em referência a Deus. De fato,
este Salmo se trata de uma questão da fidelidade do Senhor em relação a suas promessas. Neste trecho de adoração, ele fala sobre Deus como o poderoso Criador, e como fiel protetor de Israel e da casa de Davi. Os versículos 3 e 4 são a chave para entender o questionamento que vem no resto deste Salmo. Deus diz: “Fiz aliança com o meu escolhido e jurei a Davi, meu servo: Para sempre estabelecerei a tua posteridade e firmarei o teu trono de geração em geração.” O resto deste Salmo pergunta especificamente sobre essa promessa a Davi.
19-37_ A promessa de Deus a Davi. Esta parte do Salmo apresenta um resumo das características principais da aliança que Deus fez com Davi (veja 2 Samuel 7:5-16). Essa aliança inclui vários temas messiânicos, e foi cumprida totalmente em Cristo. Especialmente compare o versículo 27 e Colossenses 1:15. O significado de “primogênito” não é, necessariamente, primeiro que nasce ou primeiro criado. Aqui, como em Colossenses, a primogenitura mostra a exaltação, não a origem, do Ungido .

Deus exaltou seu escolhido do meio do povo (19)
Davi foi ungido rei (20)
A mão de Deus estaria com ele (21)
Deus lhe daria vitória sobre os inimigos (22-23)
Acompanhado por Deus, o poder do ungido cresceria (24-25)
O ungido seria fiel a Deus (26)
Deus o exaltaria como primogênito, acima dos reis da terra (27)
Esta aliança era eterna (28-29)
Se os descendentes fossem desobedientes, Deus os castigaria mas não os rejeitaria totalmente (30-33).
Deus prometeu não violar a sua aliança com Davi (34-35)
A posteridade dele permaneceria no trono para sempre (36-37). Promessas como esta obviamente olham para o reino eterno do Cristo.
38-45 _Mas Deus rejeitou a casa de Davi! Estes versículos apresentam a queixa do Salmista, sugerindo que Deus havia esquecido a sua aliança com Davi.
46-51_ Até quando, Senhor...? Este Salmo encerra com um apelo ao Senhor, pedindo que ele lembre-se logo de sua aliança e salve o seu povo. Enquanto Deus é eterno e pode ver o futuro, a existência breve do homem cria uma certa impaciência (47).
52_ A doxologia do Livro III (Salmos 73-89), que termina aqui.


Salmo 90- A Brevidade da Vida Humana e a Eternidade de Deus

1-2 _O Senhor, o refúgio para o homem, é Deus eterno.
3-4 _O homem é como pó, cuja existência na terra passa rapidamente diante de Deus (veja 89:47).
5-6_ Os anos vêm e vão diante do Deus eterno.
7-8_ Deus vê os pecados dos homens, e os consome na sua ira.
9-12_ A vida do homem, em média de 70 a 80 anos, é breve. Os dias aqui precisam ser usados para alcançar a sabedoria diante de Deus.
13-17 _Reconhecendo a brevidade da vida, o salmista pede que Deus volte logo para abençoar seu povo aflito.


Salmo 91- O Servo Fiel Protegido pelo Onipotente

1-2 -Aquele que confia no Altíssimo descansa à sombra do Onipotente.
3-8 - Deus livrará este servo dos perigos no seu caminho. Ele protege os fiéis como uma galinha protege seus pintinhos (4-6; veja Mateus 23:37). Mesmo quando calamidades vêm sobre os outros, Deus cuida do seu servo (7-8).
9-13 - A pessoa que faz a sua morada no Senhor é protegida pelos anjos. O diabo usou este trecho para tentar Jesus (Mateus 4:6; Lucas 4:10-11). A Bíblia não entra em detalhes desse aspecto do trabalho de anjos, mas várias passagens mostram que eles têm um papel na proteção dos servos de Deus (Hebreus 1:14; Mateus 18:10; Apocalipse 1:20;
12:7; Daniel 10:13,21; 12:1). Ao invés de inventar doutrinas especulativas sobre esse trabalho dos anjos, devemos achar consolo no fato que Deus e seus servos se preocupam conosco, especialmente interessados em nosso bem espiritual (Lucas 15:10).
14-16- No final do Salmo, o próprio Senhor fala. Diz que salvará o servo porque este o conhece e o ama. Com certeza, Jesus lembrou destes versículos quando o diabo tirou os anteriores de contexto para tentá-lo. Nós, também, devemos lembrar da condição dada aqui. Para obter a salvação divina, é necessário amar e obedecer a Deus.


Salmo 92- O Deus Justo Merece Louvor

1-4_ O Salmista chama o povo para adorar a Deus. O Senhor merece louvor por ser
misericordioso e fiel (2), e por ter feito grandes obras (4)
5-9 _As obras de Deus são tão grandes que os ímpios não percebem o seu significado. Podem
até prosperar, mas certamente serão destruídos (5-7). O eterno Deus espalha os seus
inimigos (8-9)
10-11 _Em contraste com a destruição dos ímpios, ele exalta os fiéis
12-15 _O justo prosperará na casa do Senhor, para anunciar a justiça de Deus durante toda a
Vida.


LEITURA DO DIA 24

Salmo 93 - Deus Reina em Majestade

1-2 _Desde a eternidade, o Senhor reina em majestade e poder
3-4 _Os rios e as ondas do mar se levantam, mas ele é mais poderoso. Veja Marcos 5:35-41 e considere, também, o significado do mar como os povos em passagens como Daniel 7:2-7; Apocalipse 17:1-2; Salmo 65:7; Isaías 17:12-13; 57:20; 60:5; Jeremias 49:23; 51:13; Ezequiel 26:3. Deus domina as nações (Daniel 4:32).
5 _A palavra de Deus é fiel, e a sua casa, santa para sempre


Salmo 94 - Confiança no Deus das Vinganças

No estilo de outros Salmos imprecatórios, este chama o Deus da vingança para castigar os opressores e proteger os inocentes. Deus vê tudo e age na sua santidade, pois o “trono da iniqüidade” não pode se associar com ele.

1-3_ O autor chama o Deus da vingança para castigar os soberbos.
4-7_ Esses perversos praticam iniqüidade, opressão e homicídio, e acham que Deus seja cego aos seus pecados.
8-11_ É tolice achar que o Deus que criou os ouvidos e os olhos não seria capaz de ver e ouvir o homem. Ele conhece até os pensamentos dos homens, e castigará os perversos.
12-15_ O homem que segue a justiça é protegido, corrigido e ensinado por Deus (veja Hebreus 12:5-13).
16-19_ O servo encontra em Deus o apoio para enfrentar os perversos, e enfrenta a adversidade com confiança em Deus.
20-23_ A própria santidade de Deus faz diferença entre os justos e os perversos. Ele protege os fiéis, e destrói os malfeitores


Salmo 95_ Deus, o Criador, Merece Louvor e Obediência

1-6 _ Deus merece adoração porque ele é o Criador e o supremo Rei que domina toda a criação.
7 _Ele é o Deus de seu rebanho.
7-11_Deus chama o povo para ser fiel e obediente e não fazer como os israelitas rebeldes que não entraram na Terra Prometida. Em Hebreus 4, este Salmo é usado para mostrar a esperança que temos na vida eterna.


Salmo 96- Deus É Digno de Ser Louvado

Este Salmo incentiva todos os povos a adorarem ao Senhor. Destaca o que Deus é (1-9), o que ele fez (5,10), o que ele fará (10,13) e o que ele merece: o louvor do homem. Observe a mensagem universal deste Salmo, que fala várias vezes dos povos e nações de toda a terra. Este Salmo é incluído em 1 Crônicas 16:23-33 como parte da celebração de Davi quando a arca foi levada a Jerusalém.

1-6 Cantai, cantai, cantai (1-2). O salmista convida todas as terras a cantarem ao Senhor, e cita várias características de Deus que merecem a adoração do homem: salvação (2), glória (3,6), maravilhas (3), grandeza (4), majestade (6), força (6), formosura (6). Tais atributos de Deus o destacam dos falsos deuses adorados pelos povos. Os ídolos não são
nada, mas Deus criou o mundo (5).
7-13 Tributai, tributai, tributai (7-8). O único e verdadeiro Deus merece a adoração, as oferendas e a reverência dos povos. Ele é digno de adoração pelo que fez (criou o mundo – 10), faz (julga os povos com eqüidade – 10) e fará (virá para julgar o mundo com justiça e fidelidade – 13).


Salmo 97- Justiça e Juízo: A Base do Trono de Deus

A justiça e o juízo são a base do trono de Deus, e servem para distinguir entre os servos do Senhor e os ímpios. Ele dá alegria para os retos de coração, mas consome os inimigos no fogo de sua justiça.

1-6 - O santo caráter de Deus se manifesta diante de toda a criação. Compare o versículo 3 a Êxodo 24:17; Hebreus 10:27; 12:29.
7-9 -Os homens se dividem em duas categorias distintas, dependendo de sua reação a Deus: (1) Os incrédulos, que servem aos ídolos, são confundidos; (2) Os fiéis (Sião, Judá) se alegram na justiça de Deus.
10-12 - Para gozar a alegria da luz do Senhor, os que amam a Deus precisam, também, detestar o mal. A santidade de Deus exige essa distinção de forma que seja impossível amar o bem sem detestar o mal (veja Tito 1:8 – amigo do bem.


LEITURA DO DIA 25

Salmo 98 - Deus Merece Louvor por Ser Justo

Este Salmo continua o tema da justiça de Deus como motivo de louvor.

1-3 - As características de Deus (santidade, salvação, justiça, misericórdia, fidelidade) são evidentes a todos por meio de suas obras maravilhosas e suas grandes vitórias.
4-6 O Salmista convida os servos a adorarem a Deus, usando vários instrumentos musicais. Louvor com instrumentos foi uma das características da adoração no templo em Jerusalém.
7-9 Toda a criação adora a Deus porque ele julgará os povos com justiça.


Salmo 99- Exaltai ao Senhor, Porque Ele É Santo

Este Salmo se divide em duas estrofes, cada uma terminando com um refrão quase igual (versículos 5 e 9).

1-5_ Reina o Senhor. Esta frase aparece aqui pela quarta vez nos Salmos (veja 93:1; 96:10 e 97:1). Como os Salmos anteriores, este destaca a posição de Deus como Rei sobre todos (2). Fala da santidade dele como motivo de louvor (3,5,9). Ele é tão superior que os homens devem se prostrar ante os pés dele (5)
6-9 _Deus responde aos fiéis que o adoram. Ele cita aqui exemplos históricos (Moisés, Arão e Samuel) de servos fiéis cujas orações foram atendidas (6-8). O Senhor os perdoou para permitir a comunhão desses homens com o Deus santo (8)


Salmo 100 - Entrar no Templo para Adorar a Deus

1-3 _ O Salmista chama os adoradores para servir a Deus com alegria e cânticos, porque o Senhor é Deus, o Criador e Pastor de seu povo.
4-5 _Deve entrar no templo com hinos de louvor e ações de graças, porque Deus é bom, misericordioso e fiel


Salmo 101 _A Promessa de um Rei Justo

Este Salmo de Davi bem ilustra a aplicação prática dos Salmos anteriores. Deus é santo e justo. Seus servos devem imitá-lo. Como rei, Davi prometeu exaltar os justos e destruir os perversos. Leia este Salmo com cuidado, pensando nas aplicações dos mesmos princípios na nossa vida Não somos reis, mas ainda devemos manter a nossa pureza e exaltar os retos. Não matamos os ímpios, como os reis faziam, mas devemos manter a pureza da igreja, a casa do Senhor.
1-2 Ele louva a Deus e pede a presença do Senhor na sua vida
3-8 Ele prometeu ser fiel aos princípios de Deus:
Não pôr coisa injusta diante de seus olhos (3)
Aborrecer e evitar o caminho dos que se desviam de Deus (3)
Manter um coração puro, não conhecendo o mal (4)
Destruir caluniadores e soberbos (5)
Associar-se aos fiéis no seu serviço (6)
Evitar fraude e mentiras na sua casa (7)
Destruir constantemente os ímpios, para manter a cidade de Deus santa (8)


Salmo 102 - Um Servo Aflito Pede a Restauração de Jerusalém

Este Salmo vem do período do cativeiro na Babilônia ou do retorno a Jerusalém. É uma oração
pedindo as bênçãos de Deus para reerguer a cidade santa.

1-11_ O Salmista, angustiado e sofrendo aflição, implora que Deus ouça a sua oração
12-22 _ Em contraste com a breve vida do Salmista, Deus é eterno e capaz de atender ao pedido de seu servo. Aqui descobrimos o motivo da angústia do servo e a natureza do seu pedido. Ele olhou para as ruínas de Jerusalém e pediu a compaixão de Deus para restaurar a cidade (13-17). Como outras grandes orações, esta se baseia no santo caráter
de Deus. Não é apenas um pedido egoísta, do ponto de vista humano, e sim uma petição para glorificar o nome do Senhor (18-22). A resposta favorável de Deus serviria como prova aos povos de sua grandeza. Como outros textos do Velho Testamento, especialmente chegando ao final do período, este mostra a esperança da salvação de
povos não judeus (15,22).
23-28 - Confiança no eterno Deus. O Salmista reconhece a incerteza de sua própria vida, mas confia no Deus eterno. O mesmo Deus que criou o mundo e existe eternamente vai abençoar os descendentes dos fiéis.


LEITURA DO DIA 26

Salmo 103 - Bendizei ao Senhor Misericordioso

1-5_ Davi chama a sua própria alma para bendizer ao Senhor. O louvor não deve ser somente da boca para fora, mas feito com toda a força de “tudo o que há em mim” (1). Davi não queria esquecer de nenhuma das bênçãos de Deus: perdoa iniqüidades, sara enfermidades, redime a vida, mostra graça e misericórdia, abençoa o homem na sua
velhice (3-5). Observe a ênfase nas bênçãos espirituais recebidas do Senhor.
6-14_ Motivos para glorificar o Senhor:
Faz justiça, julgando a causa dos oprimidos (6)
Revelou-se a Moisés e ao povo de Israel (7)
É misericordioso, compassivo, longânimo, benigno (8)
Não permanece irado para sempre (9)
Não castiga como o homem merece (10)
Mostra misericórdia ilimitada para com os seus servos (11)
Afasta do homem os seus pecados (12) – observe aqui a grandeza do perdão que Deus
nos oferece!
Compadece-se dos seus servos, como um pai, de seu filho (13)
Reconhece a fragilidade do homem (14)
15-18_ O homem é frágil e vive por pouco tempo, mas a misericórdia de Deus é eterna para com
aqueles que o temem. Os servos do Senhor guardam a aliança dele, lembram dos
preceitos de Deus e os cumprem (18)
19-22_ O Salmo encerra com um apelo a todas as criaturas a bendizerem ao Senhor: os anjos, os exércitos de Deus, todas as obras de Deus e a alma do próprio salmista.


Salmo 104 - Louvor para Deus, Criador e Sustentador
1-2_ Glória a Deus magnificente
2-9_ Deus merece louvor porque ele criou e ordenou o universo. Ele domina todas as extremidades da criação
10-18 _ Ele sustenta a criação: animais, plantas e homens dependem dele.
19-23 _ Ele separa dia e noite. Os animais dominam a noite, e os homens trabalham de dia.
24-30 _Toda a vasta criação depende de Deus; ele é a fonte da vida.
31-35 _O Deus que fala por meio de terremotos e vulcões merece o louvor constante de seu servo.


Salmo 105 - As Obras de Deus na História do Povo Escolhido

Este Salmo deve ser estudado junto com o 106, pois apresentam dois lados da mesma moeda.Salmo 105 mostra a fidelidade de Deus nas grandes obras feitas a favor do povo de Israel, traçando a história desde as promessas aos patriarcas. Salmo 106 fala de vários acontecimentos no mesmo período, mas frisa a infidelidade e a ingratidão do próprio povo. Embora abençoado por Deus, Israel não foi obediente. Os primeiros 15 versículos do Salmo 105, e os últimos 2 versículos do 106 se encontram na celebração da chegada da arca a Jerusalém (1 Crônicas 16).

1-4_ O Salmo começa, como muitos outros, com um convite ao louvor. Este enfatiza as obras
de Deus e a importância de buscar sempre a presença do Senhor
5-11 _As promessas aos patriarcas. Deus fez uma promessa especial de dar aos descendentes de Abraão a terra de Canaã. A mesma promessa foi repetida a Abraão (Gênesis 12:1-3; 15:12-21; 17:4-8), a Isaque (Gênesis 26:1-5) e a Jacó (Gênesis 28:13-15; 35:10-12).
12-15_ Deus protegeu a família de Abraão, mesmo quando era uma pequena família de peregrinos.
16-25 _A família da promessa desceu ao Egito. Deus causou uma grande fome na terra (Gênesis 41:54 em diante), mas já começou os seus preparativos para isso décadas antes. Enviou José na frente. Ele foi como escravo, ficou preso, e chegou a governar o Egito (Gênesis 37-41). Jacó (Israel) e sua família desceram ao Egito (Gênesis 46-47). Lá, Deus fez com que eles se multiplicassem (Êxodo 1). Os egípcios os odiaram, e começaram a maltratá-los (Êxodo 1:8-14).
26-36 _Deus usou Moisés e Arão para mostrar seu poder sobre os egípcios. Por meio deles,
realizou grandes sinais no Egito (Êxodo 2-12). Aqui o Salmista menciona, especificamente, 8 das 10 pragas:
1º Água em sangue (29; Êxodo 7:14-25)
2º Rãs (30; Êxodo 8:1-15)
3º Piolhos (31; Êxodo 8:16-19)
4º Moscas (31: Êxodo 8:20-32)
7º Saraiva (32; Êxodo 9:13-35)
8º Gafanhotos (34; Êxodo 10:1-20)
9º Escuridão (28; Êxodo 10:21-29)
10º Morte dos primogênitos (36; Êxodo 12:29-36)
37-39_ A saída do Egito (Êxodo 12-15). Deus libertou o povo da escravidão, e os guiou com a coluna de nuvem e de fogo (Êxodo 12:35-36; 13:21-22).
40-43 No deserto, Deus sustentou os israelitas, lhes dando codornizes (Êxodo 16:11-21), pão do céu (Êxodo 16:1-10) e água de uma rocha (Êxodo 17:1-7). Ele não esqueceu a sua aliança com Abraão.
44-45_ Deus lhes deu vitória sobre as nações para tomarem posse da terra (veja o livro de Josué). Ele queria um povo obediente.


Salmo 106 - A Desobediência do Povo Escolhido

Em contraste com o Salmo 105, este mostra a desobediência histórica do povo de Israel. Os últimos dois versículos se encontram em 1 Crônicas 16:35-36. Se Davi escreveu o Salmo inteiro, as referências a opressão e cativeiro teriam que se encaixar no período dos juízes. Se a boa parte deste Salmo for de outro autor, pode referir-se ao cativeiro assírio e ao babilônico. Independente de data, a mensagem é a mesma.

1-3 Deus misericordioso merece a adoração dos homens
4-5 O Salmista pede para Deus tratá-lo com bondade
6 O Salmista confessa o pecado do povo de sua época, comparando a sua desobediência à rebeldia de gerações anteriores.
7-12 No Egito e no êxodo, o povo pecou contra Deus, mas o Senhor continuou o abençoando. Quando viu os sinais, o povo creu e adorou a Deus.
13-15 Mas a fé dos israelitas não durou. Esqueceram logo das maravilhas que Deus fez, e caíram no pecado no deserto (veja Êxodo 16)
16-18 Rebelaram-se contra Moisés e Arão (veja Números 16)
19-23 Fizeram o bezerro de ouro, e quase foram exterminados no deserto (veja Êxodo 32)
24-27 Não tiveram fé suficiente para tomar posse da terra prometida (veja Números 13-14)
28-31 Participaram de uma festa idólatra em Baal-Peor. Pelo zelo de Finéias o povo foi poupado
(veja Números 25)
32-33 O povo, e até o próprio Moisés, pecaram quando faltou água em Meribá (veja Números
20:2-13)
34-38 Não expulsaram os outros povos da terra, e estes se tornaram em pedra de tropeço para
os israelitas (veja Juízes 2:1 - 3:6). Israel praticou idolatria, até sacrifícios humanos (veja
2 Reia 17:17; 21:6)
39-46 Deus usou outras nações para oprimir o povo rebelde. Mas, repetidamente, ele o salvou
dos inimigos (veja o livro de Juízes, e as histórias do cativeiro de Israel e de Judá)
47 Ele pede que Deus salve seu povo, trazendo-o de volta do cativeiro em outras terras
48 Este versículo é a doxologia de Livro IV


Salmo 107 - Deus Responde ao Povo Angustiado

Este Salmo responde ao apelo de 106:47. Deus ouve a oração do povo e o traz de volta do cativeiro. Observamos neste Salmo um padrão temático que inclui dois refrãos repetidos quatro vezes. A boa parte do Salmo segue este padrão:
A. Relato do pecado do povo (variado)
B. O povo clama a Deus, e ele o liberta (igual)
C. Deus salva/guia o povo à segurança (variado)
D. Rendam graças a Deus por sua bondade (igual)
E. Motivo para a adoração (variado)
1-3 Respondendo à súplica de 106:47, Deus resgatou o povo do cativeiro
4-9 A. Andaram errantes, famintos e sedentos (4-5)
B. Na angústia, clamaram ao Senhor e ele os salvou (6)
C. Ele conduziu o povo de volta a sua cidade (7)
D. Deus, por sua bondade, merece a gratidão do homem (8)
E. Ele respondeu à súplica do povo (9)
10-16 A. O povo rebelde se encontrou nas trevas da sombra da morte (10-12)
B. Na angústia, clamaram ao Senhor e ele os salvou (13)
C. Ele tirou o povo das trevas (14)
D. Deus, por sua bondade, merece a gratidão do homem (15)
E. Ele livrou o povo do cativeiro (16)
17-22 A. Os estultos rejeitaram a comida de Deus e chegaram “às portas da morte (17-18)
B. Na angústia, clamaram ao Senhor e ele os salvou (19)
C. Deus enviou a sua palavra e sarou o povo (20)
D. Deus, por sua bondade, merece a gratidão do homem (21)
E. O povo deve oferecer louvor a Deus (22)
23-32 A. Os homens que navegam pelos mares percebem a grandeza de Deus e a sua
dependência dele (23-27)
B. Na angústia, clamaram ao Senhor e ele os salvou (28)
C. Ele acalmou o mar e os salvou (29-30)
D. Deus, por sua bondade, merece a gratidão do homem (31)
E. Ele deve ser glorificado pelo povo (32)
33-38 Deus abençoou o seu povo, restaurando-o à prosperidade na terra.
39-42 Quando as pessoas voltam novamente ao pecado, ele traz opressão sobre os ímpios, mas abençoa os fiéis
43 O sábio deve prestar atenção e aprender sobre a misericórdia de Deus.


LEITURA DO DIA 27

Salmo 108 _Deus Dá a Vitória ao Povo Escolhido

Este Salmo de Davi junta trechos de dois outros: 57:7-11 (1-5) e 60:5-12 (6-13). 1-5 Davi confia no Senhor e exalta o nome do Senhor, por ser este misericordioso e fiel 6-9 Deus defende o seu povo e lhe dá a vitória contra os inimigos ao seu redor. Gileade, Manassés, Efraim e Judá representam o povo e o território de Israel, que pertencem ao
Senhor. Mas ele humilha os povos vizinhos.
10-13 Davi clama a Deus, pedindo ajuda nas batalhas contra os adversários.


Salmo 109- Davi Pede a Vingança Divina Contra os seus Opressores

Neste Salmo, Davi se vê como a vítima de opressão, uma pessoa aflita e necessitada. Ele confia na misericórdia de Deus para socorrê-lo, enquanto condena os opressores que o perseguem.

1-5 Davi pede castigo para com os seus inimigos, pessoas más que pagaram o bem dele com o mal (veja Romanos 12:18,21).
6-15 Ele pede castigo sem misericórdia contra esses opressores, até desejando que as famílias deles sumissem da terra.
16-20 O castigo deve ser conforme o pecado:
Não mostrou a misericórdia (16), então não deve recebê-la (12)
Amou a maldição, então deve ser amaldiçoado (17)
Não quis a bênção, então não deve ser abençoado (17)
Vestiu-se de maldição, deve ser coberto de maldição (18-19)
A vingança vem do Senhor (20; veja Romanos 12:19)
21-29 Davi pede socorro e salvação. A base do pedido é o amor de Deus por seu próprio nome (21). Esta frase sugere que Deus recebe honra quando salva os seus servos. É um argumento usado em várias grandes orações na Bíblia. No caso de Davi, o nome de Deus seria engrandecido no cumprimento das promessas feitas a Davi (1 Crônicas 17:24).
Novamente, ele pede justiça conforme a conduta dos inimigos (29).
30-31 Ele encerra o Salmo com gratidão para com o Senhor, porque ele fica do lado do oprimido.


Salmo 110- O Rei e Sacerdote Eterno

Este Salmo é citado freqüentemente no Novo Testamento em referência a Jesus. Sua mensagem messiânica salienta a posição do Cristo como rei supremo e sacerdote eterno. Uma boa parte do livro de Hebreus usa este Salmo como sua base, mostrando o papel de Jesus como sacerdote para sempre. Sob o sistema terrestre do povo de Israel, não seria possível unir os dois cargos de rei e sacerdócio, sendo que os reis descendentes de Davi eram de Judá e os sacerdotes, de Levi. Mas Jesus governa como rei e sacerdote no céu.

1-3 Deus exalta o Messias, o dando primazia sobre todos os seus inimigos. Jesus, depois de sua morte, ressurreição e ascensão, ocupa essa posição de honra à destra do Pai (veja Mateus 22:44; Marcos 12:36; Lucas 20:42-43; Atos 2:34-35; 1 Coríntios 15:25; Efésios
1:20-23; Colossenses 3:1; Hebreus 1:13; 8:1; 10:12-13)
4 O Ungido seria, também, sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. O significado deste versículo se torna evidente em Hebreus, onde serve de base para um dos argumentos principais do livro. Jesus, depois da sua ressurreição, entrou como Sumo Sacerdote na presença de Deus (no Santo dos Santos), oferecendo seu próprio sangue como sacrifício.
5-7 O rei/sacerdote exaltado pode contar com o apóio de Deus, que esmagará os seus inimigos (se Deus se põe à direita do pobre – 109:31, muito mais ele se dispõe para ajudar o seu Ungido).


Salmo 111- Louvor a Deus por suas Maravilhosas Obras
1-3 Deus merece o louvor dos homens pelas grandes e maravilhosas obras que ele tem feito
4-6 As suas obras demonstram bondade e misericórdia, protegendo e sustentando o seu
povo
7-9 As suas obras se baseiam no seu caráter: verdade, justiça, fidelidade, retidão e santidade
10 Os prudentes seguem a sabedoria do Senhor (compare Provérbios 1:7)


Salmo 112_ A Prosperidade Daqueles que Temem ao Senhor

1-3 O homem fiel, que tem prazer em obedecer ao Senhor, é abençoado.
4-6 Este servo mostra a sua bondade para com outros, e ganha o respeito deles.
7-10 Ele confia na justiça de Deus, sabendo que será estabelecido acima dos ímpios. Os perversos não serão bem-sucedidos.


Salmo 113 - Louvor para o Excelso Deus

1-3 Deus eterno e onipresente merece a adoração do homem
4-6 Ele é tão superior a todos que ele se inclina para ver os céus e a terra
7-9 Mesmo assim, ele se importa com os pequenos. Exalta os pobres e dá filhos à mulher estéril.


LEITURA DO DIA 28

Salmo 114- Louvor ao Deus que Libertou seu Povo do Egito

1-2 Deus trouxe o povo de Israel do Egito e habitou entre eles
3-6 Estes versículos repetem uma série de 4 aspectos da natureza em forma de afirmações e perguntas. Ele comenta sobre as reações de (1) Mar, (2) Rio Jordão, (3) Montes e (4) Colinas e, depois, pergunta o motivo das reações dos mesmos.
7-8 Fugiram e tremeram porque o Senhor é grande!


Salmo 115- Louvado Seja o Deus no Céu

1-3 A glória não pertence aos homens. O Deus no céu é o único digno de louvor. Os servos
do Senhor sabem responder às nações descrentes
4-8 As nações servem ídolos impotentes, e se tornam semelhantes aos seus falsos deuses
9-11 Deus é o amparo e escudo de:
Israel
A casa de Arão
Aqueles que temem o Senhor
12-13 Deus abençoa:
Israel
A casa de Arão
Aqueles que temem o Senhor
14-16 Uma bênção para os adoradores. Deus fez os céus para ele, e a terra para os homens.
17-18 Vamos adorar a Deus enquanto temos vida!


Salmo 116- O Servo Grato Louva ao Senhor
1-3 O Salmista louva a Deus por ter respondido às suas orações em momentos de angústia, tribulação e tristeza
4-9 Ele invocou o Senhor, sabendo que Deus é compassivo, justo, misericordioso e generoso. Quando Deus o ouviu, ele voltou à tranqüilidade.
10-14 Deus respondeu às orações nos momentos difíceis e, agora, o Salmista promete cumprir os seus votos.
15 A morte dos santos é preciosa para Deus. No contexto de respostas às orações.
angustiadas de um servo cercado pelos laços da morte (3), parece que o significado deste versículo é que Deus dá importância para os seus servos, até quando são ameaçados de morte.
16-19 Salvo das ameaças e angústias, o Salmista cumpre seus votos no meio da congregação dos fiéis.


Salmo 117- Deus Merece o Louvor de Todos

1 Todos os povos são convidados para louvar a Deus
2 Ele merece louvor por sua misericórdia e fidelidade


Salmo 118- Deus Bom e Misericordioso Recebe a Gratidão dos Homens

1 Deus é bom e misericordioso (este Salmo inicia e termina com a mesma frase – veja o versículo 29)
2-4 O Salmista chama os fiéis a louvar a Deus. Cita aqui os mesmos três “grupos” mencionados em 115:9-13 – Israel, a casa de Arão e os que temem ao Senhor.
5-9 Na sua angústia, o Salmista invocou o Senhor. Deus o protegeu dos homens maus.
10-14 Deus o amparou, dando-lhe a vitória sobre os seus inimigos. Três vezes ele repete o refrão: “Em nome do Senhor as destruí”.
15-18 Ele foi castigado, mas não destruído, por Deus.
19-21 O Salmista e os outros justos entrariam pelas portas da justiça para render graças a Deus.
22-24 No maravilhoso dia escolhido por Deus, a pedra rejeitada por homens se tornaria a pedra.
angular. Os líderes da casa de Israel recusaram seguir a Jesus, mas Deus o colocou como a pedra principal (veja 1 Pedro 1:7; Mateus 21:42).
25-29 O Salmo encerra com palavras de louvor e festividade. Este trecho é citado nos relatos da entrada triunfal de Jesus no Novo Testamento (veja Mateus 21:8-9).


Salmo 119- Um Servo Fiel à Palavra Perfeita
Este Salmo se destaca por vários motivos. É o maior dos Salmos, e contém mais versículos do que qualquer capítulo da Bíblia. É um dos Salmos acrósticos, cada estrofe de 8 versículos começando com uma letra hebraica, e cada versículo na estrofe começando com a mesma letra (no original). Este Salmo destaca a importância e a perfeição da palavra de Deus, que guia os servos de Deus e os separa dos ímpios. Quase todos os versículos contêm uma ou mais palavras que identificam a palavra de Deus (lei, preceitos, caminho, decretos, mandamentos, etc.). O Salmo apresenta, também, alguns sub-temas. Por exemplo: A importância de buscar a Deus de todo o coração (2,7,10,34,58,69, 145) A base da confiança nas orações: Deus faz segundo a palavra/segundo as promessas dele 9, 25, 28, 41, 58, 65, 76 , 88, 107, 116, 124, 149 , 154, 156, 159, 169, 170).
O contraste entre aqueles que amam/temem ao Senhor e os ímpios que não o temem (95, 110, 119, 163, 47, 48, 97, 113, 127,132,155, 159, 165, 167). A importância de se lembrar/não se esquecer da lei do Senhor (16,52, 55, 61, 83, 93, 109, 139, 141, 153,176). Na leitura do Salmo, medite nas mensagens de cada estrofe e cada versículo. Alguns dos assuntos tratados são:
1-8 Álef – Buscar o Senhor de coração e seguir à risca os seus mandamentos.
9-16 Beit – Seguir os preceitos de Deus, desde a juventude.
17-24 Guímel – Mesmo enfrentando adversidade, o servo que segue o caminho do Senhor sente sossego.
25-32 Dálet – Buscar a palavra de Deus, na tristeza e na alegria.
33-40 Hê – Inclinar o coração aos testemunhos de Deus e seguí-los até ao fim.
41-48 Vav (– Falar a palavra de Deus, sem se envergonhar.
49-56 Zain – A palavra de Deus é motivo de alegria na tristeza.
57-64 Het – O Senhor é a porção e o companheiro dos fiéis.
65-72 Tet– A aflição ensina a valorizar a palavra.
73-80 Yod – A alegria dos fiéis X A vergonha dos soberbos.
81-88 Kaf– O oprimido espera nas promessas de Deus.
89-96 Lâmed– A perfeição ilimitada da palavra eterna.
97-104 Mem– Seguindo a palavra de Deus, a pessoa adquire mais entendimento do que inimigos, mestres e idosos
105-112 Nun– Apesar de perseguições, deve induzir o coração a guardar todos os preceitos de Deus, sempre
113-120 Sâmeh– A fidelidade do servo X a duplicidade dos mentirosos
121-128 Ain– A justiça X a falsidade; Já é tempo para Deus intervir
129-136 Pê– O seguidor de Deus não quer ser dominado pelo pecado
137-144 Tsádi – A palavra de Deus é justa, pura, verdadeira, eterna, etc.
145-152 Qof – Invocar o Senhor de todo o coração, o dia todo
153-160 Resh – Vivificação segundo a promessa, os juízos, a bondade
161-168 Shin – Amar a lei do Senhor ardentemente
169-176 Tav– Súplica a Deus, porque o servo não se esquece da palavra do Senhor.


Bibliografia
http://www.metodista.br/fateo/materiais-de-apoio/estudos-biblicos
http://www.estudosdabiblia.net
Introdução ao Antigo Testamento. Editora Vida Nova.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

PLANO DE LEITURA DA BÍBLIA EM UM ANO (continuação)

A graça e a paz do nosso Senhor Jesus Cristo.

Queridos jovens e leitores, esta semana estamos dando continuidade aos comentários do plano de leitura, desta feita estudando o hinário de Salmos. Lembramos que já estamos na nossa 7ª semana de leitura, por isso não deixe acumular os textos. Esperamos que vocês estejam acompanhando a leitura da Bíblia, pois no dia 27 de junho teremos a 1ª Maratona Bíblica do Plano de leitura da Bíblia.


Mariozan Manoel


Do dia 15 a 21 de junho de 2009.

Salmos 45 ao 80

Leitura do dia 15

Salmo 45 - O Casamento do Rei

Como freqüentemente acontece em mensagens proféticas, este Salmo evidentemente aplica-se a dois reis. Provavelmente tenha sido escrito em honra do casamento de um rei de Israel ou de Judá, e estende a Jesus, conforme a citação em Hebreus 1:8-9.
Ao longo da história, têm surgido várias sugestões em relação à ocasião original do Salmo. Alguns sugerem o casamento de Salomão com a filha do Faraó (1 Reis 3:1), ou de Salomão com
uma princesa sidônia (veja 1 Reis 11:1-5).
Outros sugerem o casamento de Acabe com Jezabel (1 Reis 16:31). Ainda outros acham mais provável o casamento de Jeorão, um descendente de Davi, com Atalia, filha de Acabe e Jezabel e, por isso, descendente dos reisde Sidom (2 Reis 8:16-18,25-26).

1-5- O rei é elogiado por sua beleza, coragem, glória, justiça, etc.
6-9 - A citação em Hebreus 1:8-9 claramente aplica os versículos 6 e 7 ao Messias, e serve para reforçar a doutrina da divindade de Cristo. O rei aparece em toda a sua glória, acompanhado pela rainha adornada de ouro (8-9).
10-17 A formosa noiva esquece de seu povo e entra no palácio do Rei, onde é abençoada para sempre (veja Efésios 5:25-27; Apocalipse 19:7-8; 21:2).


Salmo 46 - Deus no Meio da Sua Cidade

1-3 O povo confia em Deus para proteção de todo tipo de mal.
4-7 Deus está no meio de sua cidade, assim garantindo a segurança do povo. O sentimento deste Salmo foi abusado por gerações posteriores, até o ponto que Jeremias falou que a presença do templo no meio de um povo ímpio não daria proteção para ninguém (Jeremias 7:1-15). Da mesma maneira, muitas pessoas hoje confiam em alguma coisa, talvez alguma imagem ou uma igreja como garantia da salvação. Nenhuma coisa garantirá a salvação de pessoas que desrespeitam a palavra de Deus.
8-9 Deus mostrou a sua mão forte nas vitórias contra vários povos.
10-11 Deus, exaltado entre as nações, é o refúgio do seu povo.




Salmo 47- Deus É o Grande Rei

1-4 O salmista convida os homens a louvarem o tremendo Deus que exaltou o seu povo sobre as nações;
5-9 Deus, o Rei de toda a terra, merece a adoração de todos;

Salmo 48- Louvor na Cidade de Deus

1-3 Deus é exaltado na sua cidade, no seu santo monte.
4-8 Deus estabelece o seu poder em sua cidade, e espalha os reis inimigos.
9-11 Onde ouve-se o nome de Deus, ele merece adoração por sua perfeita justiça.
12-14 Sião (o monte do templo em Jerusalém) foi estabelecido e mantido pelo poder de Deus. Ele é o Deus eterno e o guia para sempre.

Salmo 49- A Vaidade da Vida do Homem Materialista

1-4 O salmista (dos filhos de Corá) introduz este Salmo didático dirigido a todos os homens, ricos e pobres.
5-6 O servo do Senhor não tem motivo para temer os ímpios que confiam nos seus bens materiais.
7-14 A riqueza não salva! Ninguém pode ser remido com dinheiro. Todos morrerão e deixarão os seus bens para outros. Os ricos se dedicam ao acúmulo de bens, ou ao desejo de deixar algum tipo de memorial para o futuro, mas o próprio homem morre como um animal. Obs.: Alguns grupos religiosos usam trechos como este, especialmente versículos como 12 e 20, para defender doutrinas de aniquilamento dos ímpios. Devemos lembrar que os Salmos usam linguagem poética e que freqüentemente falam do ponto de vista terrestre. Da mesma maneira que alguém poderia sugerir que a morte traz destruição total, este Salmo também fala de “habitar” na sepultura (14) e de estar com os pais (já mortos) num lugar de trevas (19). Este Salmo não ensina o aniquilamento dos perversos.
15 Em contraste com os perversos, que não acham redenção nas riquezas, o justo confia na redenção divina, sabendo que estará com Deus.
16-20 Não devemos temer os ímpios, pois não vencerão a morte. A “vitória” deles é pura Vaidade.

Salmo 50- A Adoração que Agrada a Deus

1-6 Antes de falar sobre o tipo de adoração que Deus quer, Asafe frisa o ponto principal: a adoração é dada ao próprio Senhor, o Poderoso 7-13 Deus não precisa de sacrifícios, pois tudo já pertence a ele.
14-15 O que ele quer é a gratidão e a obediência de homens que confiam nele (veja 1 Samuel 15:22-23).
16-22 Ele não tem prazer nas palavras do ímpio, quem adora com os lábios e não com o coração (veja Mateus 15:7-9). O perverso:
Rejeita a correção que vem da palavra de Deus (17)
Acha prazer e se torna cúmplice do pecado dos outros (18)
Usa a língua para maltratar outros (19-20)
Acha-se igual a Deus (21)
Esquece de Deus (22)
23 Deus quer a gratidão e a obediência do homem.




Leitura do dia 16
Salmo 51- O Arrependimento de Davi

Antes de estudar este Salmo, leia a história do pecado de Davi com Bate-Seba (2 Samuel 11- 12). Neste Salmo, Davi mostra seu arrependimento e procura voltar à comunhão com Deus.
1-2 Davi pede perdão, apelando à benignidade e à misericórdia de Deus.
3-6 Ele reconhece o seu pecado contra Deus, e sente-se muito longe do Senhor. Embora o pecado dele tenha atingido muitas outras pessoas, este Salmo se trata do problema maior: o rompimento da comunhão com Deus (4). Deus agiria de uma maneira totalmente justa se castigasse Davi com a morte merecida (veja 2 Samuel 12:13). Alguns usam o versículo 5 para defender a doutrina de pecado “original” ou “herdado”, mas o ponto de Davi é outro. Este Salmo fala de pecado cometido por ele, e a descrição no versículo 5 enfatiza a distância entre o pecador e o seu Deus. Ele se sentiu tão longe de Deus que foi como se nunca o conhecesse.
7-12 Davi pede purificação e renovação. O que ele precisou – e todo pecador precisa – foi de um coração novo, purificado e restaurado por Deus. Faremos bem lembrando que o pecador precisa de mais do que o perdão legal; necessita-se de um coração curado por Deus (veja 41:4)
13-15 Uma vez perdoado, Davi ensinaria aos outros o caminho do Senhor e louvaria a Deus.
Obs.: O pecado impede o louvor e o evangelismo. Quando as nossas transgressões interrompem a comunhão com Deus, perdemos a vontade e a força para divulgar a palavra e para adorar ao Senhor. Desta maneira, todos perdem: a pessoa que volta ao pecado perde a sua comunhão com Deus, os pecadores ao seu redor perdem a oportunidade de ouvir sobre a salvação, e Deus não recebe o louvor que ele merece.
16-19 Deus não quer apenas sacrifícios e holocaustos. Ele quer o espírito quebrantado e o coração contrito. De pessoas que manifestam essas atitudes, ele aceitará o louvor e manterá comunhão com elas (veja 50:7-13).

Salmo 52- A Condenação de um Homem Poderoso

O título relaciona este Salmo à época em que Davi fugia de Saul e pediu ajuda ao sacerdote em Nobe. Doegue, um pastor edomita, falou para Saul da visita de Davi em Nobe, e Saul mandou que o edomita matasse 85 sacerdotes. Para melhor entender este Salmo de Davi, leia primeiro 1 Samuel 21:1-9; 22:6-23.
1-4 Em contraste com a eterna bondade de Deus, o perverso confia em destruição, engano e maldade.
5-7 Deus destruirá o homem que confia nos seus bens, assim dando vitória aos justos.
8-9 Davi confiava na misericórdia e na bondade de Deus.

Salmo 53 -A Insensatez da Incredulidade

Este Salmo é quase idêntico ao Salmo 14
1 Negar a existência de Deus é uma decisão insensata que leva a prática de coisas inconvenientes.
2-3 Deus olha do céu e vê a injustiça geral dos homens.
4 Será que os pecadores não entendem que a sua maldade terá conseqüências? O problema é que eles não invocam o Senhor.
5 Deus castiga e espalha os perversos.
6 Davi fala do seu desejo, até da sua ansiedade, de ver a salvação que vem de Deus.



Salmo 54- Davi Pede Livramento dos seus Perseguidores

O título deste Salmo se refere à ajuda que os zifeus deram a Saul quando este procurava Davi. Leia 1 Samuel 23:14-29 e 26:1-16.
1-3 Davi apela a Deus por livramento dos perseguidores, homens violentos que não respeitavam a Deus.
4-5 O mesmo Deus que sustenta a vida do justo também castiga os ímpios. O caráter de Deus – especificamente a sua santidade, justiça e fidelidade – exige a distinção entre os que praticam o bem e aqueles que praticam o mal. Deus, necessariamente, sustenta a vida dos fiéis e destrói os perversos.
6-7 Salvo dos seus inimigos, Davi adora a Deus.

Salmo 55- Davi Pede Justiça Contra os Traidores e Perseguidores

1-5 Davi sentiu muito medo por causa dos seus perseguidores, e perplexidade enquanto esperava a resposta de Deus.
6-8 Se tivesse asas, ele fugiria para um lugar seguro e protegido dos tumultos e ventos tempestuosos.
9-11 Ele pediu a justiça de Deus contra os malfeitores que praticavam a perversidade em toda parte da cidade.
12-14 A parte mais difícil para Davi foi o fato de ser traído por um amigo íntimo que andava e até louvava a Deus com ele.
15 Este versículo continua a descrição da violência na cidade (veja 9-11).
16-18 Davi procura a sua ajuda em Deus, invocando o Senhor o dia todo.
19-21 Ele confia em Deus para castigar os perversos não arrependidos, que usam palavras brandas para enganar e esconder a sua malícia.
22-23 Ele afirma novamente a sua confiança no Deus justo, que protege o justo e destrói o homem violento e fraudulento.

Leitura do dia 17
Salmo 56 -Davi Confia em Deus para o Livramento das Mãos dos Filisteus

Quando Davi fugia de Saul e chegou até Gate, ele temeu os filisteus. Este Salmo reflete a sua confiança em Deus naquela situação. Leia a história em 1 Samuel 21:10-15.
1-4 Davi pede a proteção de Deus contra os seus muitos inimigos. O refrão do versículo 4 é quase igual ao dos versículos 10 e 11. Romanos 8:31 mostra a mesma confiança em Deus.
5-7 Ele viu os inimigos tramando a sua morte, e pediu a justiça de Deus.
8-11 Deus se compadece do sofredor e o protege da tribulação
12-13 Davi promete cumprir os seus votos a Deus, porque este o salvou.

Salmo 57- Deus Envia a Sua Misericórdia e a Sua Fidelidade

Quando fugia de Saul, Davi se escondeu na caverna de Adulão em Moabe (1 Samuel 22:1-2)e, em outra ocasião, numa caverna no deserto de En-Gedi, no território de Judá (1 Samuel.23:29 - 24:22). Em um desses momentos, ou em outra ocasião semelhante, Davi escreveu.este Salmo. Duas palavras são repetidas como base da confiança de Davi em Deus: misericórdia e fidelidade
1-5 Davi pede ajuda a Deus, confiando na misericórdia do Senhor (1). Ele espera a ajuda divina para se livrar dos seus inimigos (1-4). A primeira estrofe se encerra com o refrão de louvor no versículo 5.
6-11 Os inimigos prepararam uma cova para Davi, mas eles mesmos caíram nela (6). Veja o relato de 1 Samuel 24, quando a situação foi invertida e Davi teve oportunidade de matar Saul. Davi confirmou a sua confiança no Senhor e o adorou (7-10). Esta estrofe termina com o mesmo refrão da primeira.

Salmo 58 -Lições que o Salmo nos traz.

(1)O salmista propõe uma libertação por meio de vingança (v. 11). Evidentemente que essa solução não foi adotada pelos profetas e nem recomendada por Jesus. Seria, então, o Salmo 58 anti-cristão? Na verdade, esse salmo é fruto de um grupo cuja tradição acreditava que a solução para a violência do mundo vinha da eliminação dos geradores da violência. Assim, essa composição nasceu a esse grupo de pessoas. O autor era um crente oprimido por pessoas violentas e perseguidoras. Dessa forma, temos que tomar a maldição como uma prática comum aos pobres e indefesos que, no limite do sofrimento e sem possibilidade de reação, pedem a ajuda de Deus para eliminar aquele sofrimento, provocado por pessoas más. Portanto, o salmista não se dispõe fazer justiça com as próprias mãos, mas pede a Deus que o faça por ele.
(2)A importância desse salmo está na seriedade com que ele trata os geradores da violência contra os seres humanos. A exagerada posição do salmista contra a corrupção, a mentira e a injustiça praticada contra o povo indefeso, deve ser valorizada e tomada como exemplo.
(3)Sendo o livro de salmo o hinário usado pelo povo bíblico nas suas celebrações, isto é, nos cultos, é surpreendente constatar que a linguagem litúrgica refletia muita responsabilidade para com o bem-estar da sociedade. Havia cânticos de louvor como constatamos nas últimas composições do livro de Salmos, porém, a lamentação em razão das agressões sofridas pelos crentes, justos e honestos, é altamente valorizada na liturgia do culto. Os crentes possuíam uma profunda consciência política, e reivindicavam, no culto, a melhoria de vida comunitária.
(4)Outro detalhe estranho a nós crentes, acostumados a elaborar e usar uma liturgia bela, adocicada, "soft", "light" e neutra e encontrar uma composição como o Salmo 58: linguagem agressiva de um tribunal que fere a nossa sensibilidade e a nossa postura de crentes piedosos. O livro de Salmos está eivado de exemplos.
(5)O Salmo 58 é uma prova que havia um espaço aberto no culto para a lamentação do crente agredido pelas pessoas más. Cerca de cinqüenta composições do livro de Salmos trazem as marcas literárias da lamentação. Além disso, os livros de Jó, de Lamentações e partes do livro do profeta Jeremias contêm queixas litúrgicas.
(6)Segundo José Bortolini, o Salmo é uma composição censurada pela liturgia. Por quê? Provavelmente, a igreja o considera inapropriado para uma meditação confortadora e inspiradora. Contudo, se pensar que o salmista queixoso está buscando, com a ajuda de Deus, eliminar os males presentes em sua comunidade e, ao mesmo tempo, resgatar a plenitude de vida boa e saudável na sociedade, então pode-se entender a razão pela qual este Salmo faz parte do hinário sagrado.
(7)O Salmo 58 é a reafirmação que os crentes devem ansiar pela vida boa e feliz. Muito mais do que isso, ele deve crer que existe uma recompensa para o justo. Portanto, é preciso acreditar na oração que busca superar os problemas de violência e agressão contra os justos.

Salmo 59- Davi Pede Justiça e Salvação

Este Salmo foi escrito quando as forças de Saul sitiaram a casa de Davi. Leia o relato em 1 Samuel 19:11-18.
1-5 Davi pede livramento de seus inimigos, dizendo que ele não tinha pecado que merecia a violência deles (1-4). Ele pediu para Deus vir e ver (4). Ele queria que Deus visse a maldade dos inimigos (5) e a inocência dele (4).
6-9 Estes versículos servem como um tipo de refrão, sendo paralelos em construção (porém não idênticos) a versículos 14-17. Nos dois trechos ele fala dos inimigos como cães uivando em volta da cidade (6-7,14-15). Em contraste com os inimigos, Deus é o forte refúgio (8,16). Davi confia na força de Deus e o louva (9,17).
10-13 Deus virá como vingador contra os inimigos de Davi. Mas a vingança não é principalmente para o benefício do próprio salmista. Quando Deus castiga os ímpios, ele responde à pergunta irreverente do versículo 7 (Quem há que nos escute?) com esta afirmação: “...e se saiba que reina Deus em Jacó, até aos confins da terra” (13).
14-17 Veja os comentários acima (6-9) sobre a construção destes versículos, que encerram o Salmo com uma mensagem de louvor confiante.

Salmo 60- Deus Protege os Seus e Castiga os Inimigos

2 Samuel 8,10,11 e 12 e 1 Crônicas 18-20 falam sobre as batalhas de Davi contra os siros e amonitas, dando uma noção da circunstância deste Salmo. Para Davi e o povo de Israel, as vitórias vieram depois de serem humilhados pelos inimigos.
1-3 Deus castigou o seu próprio povo, até ao ponto de eles se sentirem rejeitados.
4-5 O salmista pede livramento e proteção dos fiéis.
6-8 O santo Deus faz distinção entre o povo dele e os povos ao redor. Ele protege o seu povo, e rejeita os povos vizinhos.
9-12 Apesar das derrotas sofridas quando Deus não saiu com o exército, Davi ainda confia no Senhor para livramento e vitória. Ele recusa procurar ajuda de homens, confiante que Deus lhe daria vitória.

Leitura do Dia 18
Salmo 61- Leva-me para a Rocha Alta

1-2 Dos confins da terra, Davi pede socorro de Deus
2-5 Ele quer subir à rocha alta de refúgio em Deus
6-9 Deus ouviu a súplica do rei, e este quer permanecer na presença do Senhor para adorá-lo para sempre
Salmo 62 -Confiar em Deus

1-4 A única pessoa digna de confiança total é Deus (1-2). Os homens, em vão, procuram derrubar outro homem com suas palavras falsas (3-4).
5-8 Davi repete o refrão dos versículos 1 e 2 com pouca modificação (5-6). Ele expressa a sua confiança e chama o povo a depositar também a sua fé em Deus (7-8).
9-12 Não pode confiar em homens, nem na prosperidade material (9-10). A única certeza.se encontra em Deus, a quem pertence poder e graça (11-12).

Salmo 63 - A Alma Sedenta no Deserto

Davi escreveu este Salmo no deserto de Judá. Sabemos que ele foi para o deserto de Judá quando fugiu de Saul. Mas, pelo fato de ele se identificar como rei, é mais provável que se refira ao tempo da fuga diante de Absalão, quando esperou ansiosamente no deserto de Judá antes de atravessar o Jordão (veja 2 Samuel 15-17).
1-4 A alma sedenta busca a Deus, com um desejo forte de louvá-lo enquanto tem vida. O versículo 4 deve ser o lema de todos os servos de Deus, independente das.circunstâncias.
5-8 Devido à ajuda que Deus lhe deu, o Salmista sente alegria em meditar em Deus.
9-11 O rei sente alegria por saber que Deus trará justiça contra os seus inimigos.

Salmo 64- Proteção Contra os Perversos

1-6 Davi pede proteção contra os inimigos, que ocultamente conspiravam contra o homem íntegro. Eles acharam que ninguém descobriria o seu pecado e se envolveram cada vez mais nos seus planos perversos.
7-10 Deus traz a justiça, deixando a própria língua dos ímpios voltar contra eles (7-8). Todos os homens verão a justiça de Deus (9), e os justos se gloriarão nele (10).

Salmo 65- Louvor a Deus por Ter Abençoado o Seu Povo

1-4 Deus abençoou o seu povo espiritualmente, perdoando os seus pecados e permitindo a comunhão com ele.
5-8 Deus abençoou o povo dele acima dos outros povos, mostrando o seu poder para todos as nações.
9-13 Ele abençoou o povo materialmente, dando-lhes uma boa colheita.

Leitura do dia 19
Salmo 66- Louvor a Deus por Seus Grandes Feitos

1-4 Deus merece a adoração por ser poderoso e por ter feito grandes obras. Todos –especificamente os seus inimigos – devem se humilhar diante de Deus.
5-7 As obras de Deus são evidentes, e cabe ao homem “vir e ver” (veja João 1:46). Ohomem honesto reconhece a sua obrigação de investigar as evidências da existência, do poder, do caráter e da vontade de Deus. Entre as obras citadas: Deus deixou o povo atravessar o Mar Vermelho e o Rio Jordão (6), Ele governa e vigia as nações (7), domina os rebeldes (7) e dá alegria aos fiéis (6) 8-12 A obra de Deus mais destacada neste Salmo é a preservação da alma dos servos, feita por meio de provações, para levar o seu povo ao destino de descanso com Deus. É difícil o homem louvar a Deus por causa das provações, mas o salmista aqui as vê como grandes obras de Deus feitas para o bem de seu povo (veja Tiago 1:2-4; 2 Coríntios 12:7-10).
13-15 Depois de passar pela tribulação, é importante fazer os sacrifícios e cumprir as promessas feitas a Deus. Quantas vezes as pessoas fazem promessas a Deus no momento de angústia, e depois esquecem ou deixam de cumprir o seu voto?
16-20 O salmista encerra seu cântico falando para todos que Deus ouviu e respondeu a sua Oração.

Salmo 67- Bênção e Louvor

1-2 O escritor pede as bênçãos de Deus sobre o povo para mostrar para todas as nações o caminho de Deus para a salvação
3-5 Deus merece o louvor porque ele julga e guia as nações com justiça. Observe que versículos 3 e 5 são idênticos.
6-7 Ele volta a pedir as bênçãos de Deus para que os povos possam temer o Senhor.

Salmo 68- Deus Dispersa os Inimigos e Abençoa os Fiéis

Este Salmo de Davi emprega linguagem de Juízes 5, o cântico de Débora depois da vitória de Israel sobre Jabim e Sísera. Uma leitura de Juízes 4 e 5 ajudará na compreensão deste Salmo.
1-3 Davi pede para Deus se levantar e fazer uma distinção entre os ímpios e os justos. Os perversos são dispersos, e os justos se regozijam na presença de Deus.
4-6 Deus, que protege os fracos e indefesos, merece a adoração.
7-10 A presença de Deus é impressionante. Até o monte Sinai tremia na presença dele (compare Juízes 5:4-5). Este mesmo Deus é o Deus de Israel que abençoa o seu povo, enquanto os ímpios habitam em terra estéril.
11-14 Enquanto os reis ímpios fogem da presença de Deus, as mensageiras do Senhor o louvam por seus grandes feitos. Observe a palavra feminina (mensageiras) no versículo 11, e compare o louvor deste Salmo com os cânticos de Miriã, Débora e outras. Especialmente compare Juízes 5:16,24
15-18 Embora o santuário de Deus já se encontrasse em Jerusalém, aqui Davi o compara ao monte de Basã, provavelmente monte Hermom, do qual deu para vigiar a terra de Israel. Também refere-se ao monte Sinai, donde veio a voz de Deus quando recebeu os israelitas como seu povo exclusivo. A vitória de Deus em salvar e preservaro povo de Israel olhava para o trabalho maior ainda da salvação em Jesus (compare18 com Efésios 4:8).
19-23 Deus é louvado por ser o Salvador e Libertador do seu povo, não deixando o inimigoescapar a sua justiça.
24-27 Os servos de Deus, músicos, as congregações e os guerreiros adoram a Deus.Benjamim, Zebulom e Naftali são três tribos destacadas na batalha em Juízes 4 e 5.Judá era a tribo real, a partir de Davi.
28-35 Deus se mostra poderoso, e as nações vêm com ofertas para adorar o Senhor.

Salmo 69- O Servo Sofredor Pede Socorro

Este Salmo é citado várias vezes no Novo Testamento, especialmente em relação ao sofrimento de Cristo. Nem tudo neste cântico se aplica a Jesus. Podemos melhor entendê-lo como um Salmo do sofrimento de um servo de Deus (Davi) que fornece as imagens necessárias para melhor compreender a angústia de Jesus.
1-4 Ele pede livramento dos seus perseguidores, dizendo que os inimigos o castigaram sem motivo. Veja João 15:25.
5 Ao invés de ser maltratado pelos homens, ele confiava em Deus para julgá-lo na sua retidão.
6-8 Ele sofreu injustiças, e a sua salvação confirmaria a esperança de outros servos de Deus.
9-12 A linguagem do versículo 9 é aplicada a Jesus em João 2:17 e Romanos 15:3.
13-18 Ele pede socorro, implorando que Deus responda à sua oração com graça e compaixão.
19-21 Comenta de novo sobre a angústia de sua alma diante das perseguições. O versículo 21 toma um sentido profético pelas citações nos relatos da crucificação de Jesus (veja.Mateus 27:34,48; Marcos 15:23,36; Lucas 23:36; João 19:28-29).



Salmo 70- Davi Pede Socorro de Deus

Aqui Davi pede livramento, e pede também que Deus deixe os ímpios envergonhados
enquanto liberta os que confiam nele. Já encontramos a mesma mensagem em palavras
quase idênticas em Salmo 40:13-17

Leitura do dia 20
Salmo 71 -O Servo Pede Proteção até à Velhice

1-6 Este Salmo reflete a confiança de um servo que entendia muito bem a sua dependência de Deus depois de muitos anos de serviço ao Senhor. Estes primeiros versículos usam palavras que aparecem dezenas de vezes nos Salmos para mostrar a fé em Deus, tais como rocha, refúgio e fortaleza.
7-18 Outros olham para este servo com admiração, mas ele mesmo sabe que vive por causa de Deus, e o louva por isso (7-8). Ele pede para Deus continuar o protegendo até à velhice, não deixando os inimigos achá-lo desamparado (9-13). Este homem quer continuar proclamando as grandezas da justiça de Deus para gerações futuras . (14-18). Os versículos 17 e 18 descrevem bem o propósito de Deus para suas criaturas. Da mocidade até à velhice, devemos declarar as boas-novas de Deus aos outros.
19-21 Honrando a Deus por suas grandes obras, o salmista mostra sua confiança que, mais uma vez, será salvo e protegido pelo Senhor.
22-24 Grato pela salvação que Deus lhe deu, ele encerra o Salmo com adoração ao Senhor.

Salmo 72 -O Rei Justo

Este é um dos Salmos de Salomão. A sua mensagem se enquadra no contexto de seu pedido a Deus por sabedoria para julgar e governar bem o povo de Israel. Por outro lado, os temas deste Salmo sugerem alguém maior do que Salomão, sugerindo a grandeza do reino de Cristo em cumprimento das promessas a Abraão (veja Gênesis 12:1-3; 2 Samuel 7:8-17).
1-4 O Salmo começa com um pedido – que Deus conceda a justiça ao rei para que este possa governar o povo com eqüidade. Um rei justo defende os aflitos e esmaga aos opressores.
5-11 O reino deste rei seria:
Eterno (5,7)
Uma fonte de bênção (6)
Justo (7)
Pacífico (7)
Extenso/Universal (8-11). Obs.: A linguagem do versículo 8 pode ser entendida num
sentido limitado, conforme Gênesis 15:18, ou num sentido mais amplo, conforme Atos 1:8
Vitorioso (9-11)
Próspero (10)
12-14 O reino seria assim abençoado por causa da justiça e da bondade do rei.
15-17 O rei teria as bênçãos de uma vida longa e próspera com o apoio do povo (15). A terra
seria abençoada (16). O reino eterno deste rei traria bênçãos para todos os homens(17; compare Gênesis 12:3)
18-19 Estes dois versículos formam a doxologia do segundo livro.
20 Este comentário encerra o Livro II, que contém muitos Salmos de Davi.






Salmo 73- Enfrentando Dúvidas sobre a Justiça de Deus

Este Salmo fala da luta do autor para compreender as injustiças nesta vida. Serve como exemplo bom para nós, para podermos superar as nossas próprias crises espirituais. Devemos prestar atenção e lembrar bem da mensagem deste Salmo.
1 A verdade que Asafe quer defender: Deus é bom para com seu povo fiel.
2-14 A luta: A experiência própria contraria sua tese. Ele passou a invejar os perversos por serem prósperos. Eles se dedicam ao pecado (olhos, coração e língua – 7-9) e ainda têm saúde, prosperidade e a lealdade do povo, que lhes segue. Tudo isso quase levou o Salmista à triste conclusão de que não adianta servir a Deus (13-14).
15-17 Mas espere aí! Mesmo na sua fraqueza, ele teve a cautela de não expor as suas dúvidas aos novos e fracos, pois teria se tornado uma pedra de tropeço (15). Ele reconheceu a dificuldade do assunto, e só achou respostas adequadas em Deus (16-17).
Obs.:Aprendemos muito desses versículos: (1) Devemos ter cuidado com as nossas dúvidas. Pessoas que falam abertamente sobre as suas dificuldades espirituais na presença de pessoas fracas podem derrubar a fé destas. (2) Devemos ser humildes para aceitar a dificuldade de alguns assuntos, e não confiar demais em nossa própria capacidade de raciocínio. (3) Sempre devemos buscar respostas em Deus. Somente na sabedoria eterna dele achamos a verdadeira justiça.
18-20 Afinal, ele conseguiu acreditar na justiça de Deus, e entendeu que os perversos seriam castigados.
21-22 Seus momentos de dúvida eram momentos de fraque za, ignorância e de pensamentos irracionais diante de Deus.
23-26 Mesmo na angústia e no sofrimento desta vida, ele entendeu que Deus não o abandonou. Teve a bênção de comunhão com o Senhor.
Obs.: É erro grave e extremamente perigoso pensar que a nossa relação com Deus se reflete na prosperidade ou na saúde. Mesmo quando sofremos nesta vida, podemos ter certeza que Deus não abandona os fiéis.
27-28 Depois de procurar respostas às suas dúvidas, Asafe afirma a sua confiança no Senhor, e defende ainda a tese do versículo 1.


Salmo 74- A Tristeza ao Ver o Templo Destruído

Normalmente pensamos de Asafe em relação ao tempo de Davi (veja 1 Crônicas 6:31,32,39;
16:5,7,37; 25:1,6) e de Salomão (2 Crônicas 5:12). Algumas dessas mesmas citações mostram que a família de Asafe continuou no serviço de louvor no templo nas gerações posteriores. Este Salmo fala da destruição do templo, que aconteceu séculos depois de Davi e Salomão. Porém, sabemos que a família de Asafe continuou o seu serviço durante todo esse tempo até, pelo menos, a época de Esdras e Neemias (veja Esdras 2:41; Neemias 7:44). Desta maneira, podemos entender o Salmo 74 como produto de um ou mais dos descendentes de Asafe.
1-3 O Salmo começa com uma série de perguntas e pedidos a Deus, procurando entender os motivos dele em permitir o castigo do povo e a destruição do templo.
4-9 Os adversários, aqui tratados como inimigos do próprio Deus, destroem as coisas sagradas e se exaltam contra o próprio Senhor (4-8). O povo fica confuso, sem explicação desta devastação (9).
10-11 As perguntas: (a) Até quando...? (10) e Por que...? (11). São perguntas comuns nas Escrituras, mas o Salmista aqui não vai ao ponto de questionar o caráter de Deus, como veremos nos próximos versículos.
12-17 Ele reconhece a grandeza de Deus como Criador e Sustentador do universo.
18-23 Baseado no caráter de Deus, o salmista pede que aja a favor do seu povo e conforme a sua aliança, respondendo às blasfêmias dos adversários.

Salmo 75- Confiança no Deus Justo

1-2 Este é um Salmo de louvor e graças a Deus por ele ser justo.
3-5 O Salmista mostra a sua confiança no Senhor, e avisa aos perversos do perigo de se levantar contra Deus.
6-8 Ele não confia nos homens e sim, em Deus, quem exalta os fiéis e castiga os ímpios. A figura do cálice de ira é muito comum na Bíblia, aparecendo nos Salmos e nos profetas do Velho Testamento, e em relação ao sofrimento de Cristo no Novo Testamento. Também é usada no livro de Apocalipse para representar o castigo de povos desobedientes.
9-10 O Salmista, confiante na justiça de Deus, encerra o Salmo com louvor ao Senhor.

Leitura do dia 21
Salmo 76- Louvor pelo Triunfo de Deus sobre os Adversários

Não sabemos a circunstância histórica deste Salmo, mas o conteúdo sugere uma ocasião
em que Deus salvou Jerusalém de algum inimigo.
1-3 Deus é louvado por salvar Salém (Jerusalém) e Sião (o monte do templo em Jerusalém).
4-6 O poderoso Deus confundiu o inimigo e livrou o seu povo das mãos dos adversários.
7-12 Deus é tão grande que ninguém pode resisti-lo. Todos devem louvá-lo e temê-lo.

Salmo 77- Deus Ouve as Orações dos Fiéis?

1-2 Asafe, na sua angústia, procura o Senhor em oração.
3-10 Pensando em Deus, ele fica desesperado. Será que Deus não ouve as suas orações? Será que a graça divina acabou? Deus se preocupa com os homens?
11-20 Quando lembra do passado, Asafe acha conforto e motivos de confiança em Deus. As
obras do passado servem de prova que Deus é grande e poderoso. Este Salmista lembra-se das maravilhas feitas por Deus na salvação do povo de Israel. Obs.:Devemos fazer a mesma coisa. Quando achamos difícil enxergar as obras de Deus no presente, acharemos consolo olhando para o passado, e a fidelidade que ele sempre mostrou em cumprir a sua palavra (veja Romanos 15:4).

Salmo 78 - Ensinar o Que Aprendeu dos Pais

Este Salmo é uma lição sobre a fé baseada na história das obras de Deus. Traça a história de Israel, do Egito ao reinado de Salomão, frisando a importância de lembrar das coisas feitas no passado para transmitir aos descendentes a mensagem da grandeza e da fidelidade de Deus. Serve como exemplo instrutivo para os servos de Deus nos dias de hoje. Na sua leitura, preste atenção aos temas de rebeldia, fé (crença) e confiança.
1-4 Asafe chama os israelitas a transmitirem as mensagens do passado, falando das maravilhas que Deus fez.
5-8 Deus ordenou que os pais ensinassem os seus filhos e confiassem nele, para não repetirem os erros do passado (veja Deuteronômio 6:5-9; Efésios 6:4). O contraste dos versículos 7 (confiança e obediência) e 8 (rebeldia e infidelidade) bem representa o tema deste Salmo.
9-11 Os filhos de Efraim são citados como exemplo de rebeldia e falta de fé. Não sabemos se ele tinha em mente aqui uma ocasião específica de covardia e falta de confiança no Senhor, mas sabemos que Efraim, uma das maiores tribos, freqüentemente se opunha aos servos de Deus nas gerações anteriores. Bem antes da divisão do reino, que aconteceu logo após a morte de Salomão, já houve uma certa dissensão em Israel.
12-20 Apesar dos sinais que Deus realizou diante o povo de Israel, a nação se mostrou
rebelde e obstinada. Estes versículos traçam a história dos sinais e pragas no Egito
(12), à divisão do Mar Vermelho (13), ao início da jornada no deserto, em que Deus os
guiou e lhes providenciou água (14-16). Mesmo assim, o povo foi rebelde e reclamou
sobre tudo que Deus fez, sempre querendo algo mais e alguma coisa melhor (17-20)
21-31 Deus ficou indignado com o povo infiel, mas não deixou de abençoá-lo. Ele lhes deu o
maná (24) e os codornizes (27). Mesmo assim, o povo ingrato trouxe sobre si a ira de
Deus (30-31)
32-39 O pecado contínuo trouxe a conseqüência de morte sobre o povo. Quando encararam
esta conseqüência, voltaram a Deus, mas o arrependimento deles era só da boca para
fora. Nestes versículos, Asafe deixa bem claro que o povo não foi fiel, mas que Deus
sempre foi misericordioso para com eles, apesar da rebeldia de Israel
40-58 O povo se mostrou rebelde repetidas vezes, apesar de todas as provas do poder e da
fidelidade de Deus. Foram infiéis no deserto, esquecendo de todas as obras que Deus
realizou no Egito. Aqui ele cita diversas pragas, incluindo a 1ª (44), a 2ª (45), a 4ª (45),
a 7ª (47), a 8ª (46) e a 10ª (51). Continua as provas históricas com a divisão do Mar
Vermelho (53), os sinais no monte Sinai (54) e a conquista da terra prometida (55).
“Ainda assim”, foram rebeldes, desobedientes e idólatras (56-58)
59-64 A longa história de rebeldia por parte de Israel foi motivo dos castigos que Deus trouxe
na época dos juízes (59-64). Ele inclui aqui os problemas da época de Eli e Samuel
(60-61)
65-72 Deus despertou e salvou o povo novamente. A obra salvadora incluiu a escolha de
Judá como a tribo real, de Sião (Jerusalém) e do templo como lugar de adoração, e
especificamente de Davi como bondoso pastor de seu povo. Obs.: Pastores, hoje em
dia, devem pensar bem no significado dos versículos 71 e 72. Deus exige menos dos
homens que pastoreiam seu rebanho hoje?

Salmo 79- O Povo Pede Justiça Depois da Destruição de Jerusalém

1-4 A lamentação sobre a destruição de Jerusalém e a morte de muitas pessoas.
5-7 O questionamento e pedido de vingança. Estes versículos refletem bem a mesma.
mensagem que encontramos em Habacuque. O Salmista pede vingança divina, o castigo das nações que vieram contra Israel.
8-10 Como outras grandes orações, ele baseia seu pedido no caráter de Deus. O Senhor salvaria o seu povo, não porque Israel merecia a salvação, mas para preservar seu próprio santo nome.
11-12 Ele pede tratamento diferente de duas categorias: salvação para os cativos e vingança para as nações.
13 Ele encerra com palavras de louvor a Deus.

Salmo 80- O Povo Oprimido Pede a Salvação

Este Salmo é um pedido a Deus resumido no refrão dos versículos 3, 7 e 19: “Restaura-nos, ó Deus; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos”.
1-3 A oração é dirigida a Deus, o pastor de Israel, que está entronizado acima dos querubins.
4-7 Até quando? O povo pergunta sobre a duração da ira de Deus contra a nação desobediente.
8-13 O resumo da história do povo: o êxodo do Egito (8), a conquista da terra prometida.
(8), a prosperidade do povo na terra (9-11), o castigo pela mão de opressores (12-13). Ele introduz a figura de uma videira plantada por Deus (8).
14-19 Ele encerra o Salmo pedindo que Deus olhe do céu para ver a circunstância triste do
povo, e que ele aja para salvar a sua videira, o povo da destra de Deus. O povo
promete sua fidelidade se Deus o salvar


Bibliografia
http://www.metodista.br/fateo/materiais-de-apoio/estudos-biblicos
http://www.estudosdabiblia.net
Introdução ao Antigo Testamento. Editora Vida Nova.

domingo, 14 de junho de 2009

PLANO DE LEITURA DA BÍBLIA EM UM ANO (continuação)

A graça e a paz do nosso Senhor Jesus Cristo.


Queridos jovens e leitores, primeiramente quero me desculpar por não ter postado o comentário da 5ª semana do Plano de Leitura a Semana Passada. Estive me preparando para as provas de Hebraico do IBE. Mas, esta semana estamos dando continuidade aos comentários do plano de leitura, esperamos que vocês estejam acompanhando a leitura da Bíblia, pois no dia 27 de junho teremos a 1ª Maratona Bíblica do Plano de leitura da Bíblia.


Mariozan Manoel



5ª e 6ª SEMANA - PLANO DE LEITURA DA BÍBLIA

De 01 a 14 de junho

Conclusão do Livro de Jó (Capítulos 28 ao 42)

Depois de ler o livro de Jó, passamos a entender o sofrimento do homem de uma perspectiva diferente, alguns entendem que se o homem sofre é porque ele esta em pecado, de forma que o pecado faz separação entre o homem e o seu criador, por isso, acreditam que o homem está distante de Deus.
Jó nos mostra que o sofrimento é como a chuva, vem para todos: vem para ricos, vem para pobres, vem para pequenos, vem para grandes vem para livres, vem para escravos, vem para bons vem para maus, Jó estava sofrendo e não sabia o porquê, mas é interessante ver que ele não deixou a sua fé em Deus, mas pelo contrario ele disse: “nu sai do ventre da minha mãe e nu voltarei para lá”, e por isso Deus o abençoou soberanamente e de tudo quanto tinha multiplico e ultimo estado de Jó foi maior que o primeiro.
Que nos possamos fazer como Jó, por que se vivemos para o Senhor vivemos se morremos para o Senhor morremos, portanto fazei tudo para a gloria do Senhor, se sofremos daí glorias a Deus, se estamos felizes daí glorias a Deus.


Introdução ao LIVRO DE SALMOS

(Leitura do Salmo 1 ao 45)

I. Caracterização geral do livro de salmos

Títulos e nomes.
a) O vocábulo salmos. A palavra salmos tem origem na tradução do A. T. hebreu para o grego, no ano 200 a.c., feita por 70 sábios – a Septuaginta (LXX). Nesta versão, os salmos recebem o titulo de Psalmói: cânticos entoados com o acompanhamento de instrumento de cordas.
A vulgata, tradução latina da bíblia feita por Jerônimo, denominou os salmos de LIBER SALMORUM.
No hebraico, o termo que corresponde a salmos é TEHILLIM: Louvores ou cânticos de louvor.
b) Saltério. O livro de salmos também é chamado saltério. Este termo vem da palavra grega psâlterion. É o nome de um instrumento musical que, no a.t. já era bem conhecido (sl 33.2;sl 108.2 e 144.9).
Datas e autoria


II. Divisões do livro: O nosso livro de Salmos contém cinco partes ou livros:

Livro I – Salmos 1- 41
Livro II – Salmos 42 - 72
Livro III – Salmos 73 – 89
Livro IV – Salmos 90 – 106
Livro V – Salmos 107-150

III. Autores dos salmos: Os títulos identificam os autores da maioria dos salmos.

Davi escreveu 38 ou 39 de 41 salmos no Livro I

Davi – 3-9,11-32,34-41
Autor não identificado – 1,10,33 (Alguns atribuem Salmo 10 a Davi, pois parece uma continuação do 9 em estilo e mensagem. Estes dois
aparecem como um só Salmo na LXX e em algumas
traduções modernas da Bíblia)

Ele escreveu 18 de 31 salmos no Livro II

Davi – 51-65,68-70
Filhos de Corá – 42,44-49
Asafe – 50
Salomão – 72
Autor não identificado – 43,66,67,71 (Salmo 43 é uma continuação do 42, e assim
provavelmente fosse escrito pelos Filhos de Corá, também)
Asafe e os Filhos de Corá, cantores em Jerusalém, escreveram quase todos os salmos no

Livro III

Davi – 86
Asafe – 73-83
Filhos de Corá – 84-85,87-88
Etã, ezraíta – 89

O autor não se identifica na maioria dos salmos no Livro IV:
Davi – 101,103 95*, 96*, 105*, 106*
Moisés – 90
Autor não identificado – 91-94, 97-100, 102,104
Davi escreveu 15 dos salmos no Livro V. A maioria não tem autor identificado:
Davi – 108-110,122,124,131,133,138-145
Salomão – 127
Autor não identificado – 107,111-121,123,125-126, 128-130,132,134-137,146-149
(150 é a doxologia final do livro)

*Obs.: Ao todo, Davi é identificado pelos títulos como autor de 73 dos Salmos. 1 Crônicas
16 contém porções de Salmos 96 e 105 e a doxologia no final do 106, os atribuindo a Davi.
Segundo comentários no Novo Testamento, podemos lhe atribuir mais dois (Atos 4:25 –
Salmo 2; Hebreus 4:7 – Salmo 95). Se acrescentarmos Salmo 10 à lista (veja comentário
acima), teríamos 79 Salmos escritos total ou parcialmente por Davi. Ainda é provável que ele
tenha contribuído com mais alguns, sem se identificar.

IV. Datas dos salmos: Alguns se referem a seu contexto histórico (51,52,54, etc.). Em geral,
abrangem 900 anos, de Moisés (90) até o cativeiro na Babilônia (veja 137:1), e continuando até a
, e continuando até a volta do cativeiro (veja 147:2).